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Berçario

A educação alimentar inicia no berçário.

Na fase do berçário ocorre um crescimento acelerado, porquanto o estímulo constante desempenha um papel de auxílio para o desenvolvimento psicomotor da criança. Nesse sentido, estímulo “é toda a ação dos adultos que incentiva uma resposta da criança”.

Esse estímulo auxilia no processo de aprendizagem do comportamento alimentar, na aquisição de habilidades motoras ligadas ao ato alimentar, que se despertam nesse primeiro ano da criança.

É importante que a criança goste da pessoa que irá alimentá-la, pois, desde a amamentação, ela relaciona o alimento como símbolo de amor, sendo que é nesse momento que ocorre a sua primeira relação social. Esse é um aprendizado associativo.

O adulto deverá ser paciente e carinhoso, na medida que cada alimento novo é recebido pela criança como uma nova experiência sensorial, que irá despertar constatações positivas ou negativas. Positivo=alimento bom; Negativo= alimento ruim.

No primeiro ano de vida, a criança se relaciona com o mundo por via oral. A variedade alimentar em texturas e sabores é imprescindível para ela desenvolver os sentidos que estão em andamento.

Após a apreciação para verificar temperatura, textura, odor, ela verificará o sabor, que poderá ser agradável ou não.

O que para o adulto é bagunça e sujeira, para a criança é descoberta e aprendizado. Impedir essa ousadia da criança prejudica o amadurecimento emocional e motor.

O estímulo à mastigação deve ser diário, a partir da oferta de alimentos variados em texturas, pois ela é aprendida; é um ato voluntário que a criança se acostuma a fazer, quando estimulada a sentir as texturas diversas dos alimentos. São os movimentos de levantar e abaixar a mandíbula que fortalecerão a musculatura da sua mandíbula.

A ingesta de legumes e verduras modificadas pelo cozimento deverá ser estimulada diariamente para as novas experiências com texturas e sabores diferentes.

Maria Teresa CRN21848 – Nutricionista